A exposição “Minha Alma, Meu Registro”, da artista pirenopolina Juliane Pina, foi prorrogada até o dia 25 de julho de 2025, no Escritório Técnico do IPHAN, no Centro Histórico de Pirenópolis. Gratuita e aberta ao público de segunda a sexta, das 8h às 17h, a mostra tem atraído moradores e turistas, consolidando-se como um dos destaques culturais deste inverno na cidade.
Mais do que uma exposição, trata-se de um encontro íntimo entre arte, memória e território. Juliane apresenta pinturas realizadas com metargilitos — pedras que sofreram metamorfose ao longo de milhares de anos, ganhando formas e tons únicos. A artista, que desenvolveu de forma autodidata essa técnica inédita, utiliza as pedras como suporte e símbolo, compondo obras que traduzem as flores do cerrado, a simplicidade da vida no campo e o sentimento de pertencimento.
“Essa exposição está sendo um divisor de águas para o meu trabalho. Por ser uma técnica nova, muitas pessoas estão conhecendo e se conectando com a proposta. Foi, inclusive, a única exposição do IPHAN em Pirenópolis a sair no site oficial do IPHAN nacional”, conta Juliane.
Além da pintura com metargilitos, a mostra traz obras com técnicas mistas de giz pastel oleoso, carvão e pedra, resultado de cinco anos de pesquisa artística. O espaço do IPHAN, com sua arquitetura colonial e proposta de valorização de artistas locais, contribui para essa conexão entre arte, patrimônio e identidade.

Uma história de amor com as pedras
Juliane nasceu em Pirenópolis e sua relação com as pedras vem de longe. “Minha história de amor por essas pedras começou na infância, nas férias na fazenda, sem energia elétrica e sem crianças para brincar. Era no córrego que eu encontrava pedras coloridas, levava para casa e desenhava no chão. O tempo passou e meu encanto nunca diminuiu”, conta.
Durante a pandemia, ao fechar temporariamente seu restaurante, Juliane retornou à fazenda e retomou a pintura. Foi lá que, num momento de inspiração, resolveu testar uma daquelas pedras na tela — e nasceu a técnica que hoje emociona tantas pessoas. “Ali percebi que Deus tinha me preparado desde a infância para fazer o que faço hoje.”

Próximos passos
A exposição permanece até o dia 25 de julho no IPHAN. Depois, segue para o Um Café Bistrô, também em Pirenópolis, abrindo novas possibilidades para o público conhecer esse trabalho tão singular.
“Essa exposição é o meu registro, minha alma, minha história contada com tinta, pedra e memória”, conclui Juliane.
SERVIÇO
Exposição “Minha Alma, Meu Registro” – Juliane Pina
📍 Local: Escritório Técnico do IPHAN – Rua 24 de Outubro, nº 01 – Centro Histórico, Pirenópolis – GO
📅 Período: até 25 de julho de 2025
🕗 Horário: segunda a sexta, das 8h às 17h
🎨 Entrada gratuita





