A seca em Goiás já dura até 95 dias em algumas regiões e mantém todo o estado em alerta extremo para incêndios. A umidade relativa do ar pode cair abaixo dos 20%, colocando em risco a saúde da população e aumentando o perigo de fogo, especialmente em áreas de vegetação preservada como os parques Serra de Caldas Novas, Serra Dourada, Pirineus, Terra Ronca e Altamiro de Moura Pacheco.
O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) alerta que a combinação de calor intenso, ar seco e vegetação vulnerável cria um cenário crítico. O calor será maior no norte e oeste, com temperaturas chegando a 37 °C, enquanto o centro-sul deve sentir a chegada de uma massa de ar frio com temperaturas mínimas chegando a 10 °C e possibilidade de geada em algumas regiões.
Cidades como Porangatu e Araguapaz registram umidade mínima de 18% com máximas de até 36 °C, enquanto Jataí e Chapadão do Céu terão temperaturas entre 11 °C e 26 °C. Em Catalão, a variação térmica será entre 15 °C e 28 °C.
O gerente do Cimehgo, André Amorim, reforça que a maioria dos incêndios tem origem humana e pede cuidado redobrado: evite queimadas e descarte lixo corretamente. A população deve estar atenta, principalmente nas áreas rurais, para prevenir novos focos de fogo.

Além dos incêndios, a seca impacta os recursos hídricos. O Rio Araguaia, em Nova Crixás, atingiu nível mínimo histórico para o período, e outros rios como Meia Ponte, Vermelho e Turvo também registram queda.
Para enfrentar esse momento, o Cimehgo recomenda manter a hidratação, evitar exposição ao sol nos horários de pico, cuidar de grupos vulneráveis e economizar água.



