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19 de janeiro de 2026

Chuva leva ponte na GO-479 e moradores improvisam tirolesa

Estrutura de madeira foi arrastada pela correnteza e moradores de Lagolândia criaram travessia improvisada para evitar desvio de cerca de 30 quilômetros
Redação
Redação

09 de janeiro de 2026 às 17:09

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A forte chuva que atingiu a região nos últimos dias provocou a destruição de uma ponte improvisada localizada na GO-479, entre o distrito de Lagolândia, em Pirenópolis, e o município de Vila Propício, no interior de Goiás. A estrutura de madeira, construída de forma provisória pelos próprios moradores, foi levada pela correnteza após a elevação do nível do rio, deixando a comunidade praticamente isolada.

A ponte era utilizada diariamente por moradores da região para deslocamento entre as duas cidades, facilitando o acesso a serviços básicos, comércio, trabalho, escolas e transporte de mantimentos. Com a destruição da travessia, a alternativa disponível passou a ser um desvio de aproximadamente 30 quilômetros, feito por estradas rurais, muitas delas em más condições, especialmente durante o período chuvoso.

Diante da situação emergencial, moradores de Lagolândia improvisaram uma tirolesa para manter a travessia sobre o rio. A estrutura foi montada de forma artesanal e passou a ser utilizada para o transporte de pessoas e de pequenos volumes, como alimentos e itens essenciais. A iniciativa, embora criativa, também expôs os riscos enfrentados pela população em razão da ausência de uma solução definitiva para a travessia.

Segundo relatos da comunidade, a ponte destruída já vinha sendo utilizada há anos como solução temporária, sem receber obras estruturais adequadas. Durante o período de chuvas, a situação se torna recorrente, com registros frequentes de alagamentos, erosões e danos à infraestrutura viária rural.

A destruição da ponte na GO-479 evidencia um problema estrutural enfrentado por comunidades rurais da região: a fragilidade das estradas e travessias diante de eventos climáticos intensos. O aumento do volume das chuvas, comum nesta época do ano, tem agravado a situação, comprometendo o deslocamento e a segurança dos moradores.

Além dos transtornos cotidianos, o isolamento parcial gera preocupação em situações de emergência, como atendimentos de saúde, transporte escolar e circulação de veículos de apoio. Moradores relatam dificuldades para o acesso de ambulâncias e outros serviços essenciais, o que amplia o sentimento de insegurança.

Até o momento, não há informações oficiais sobre prazos para a reconstrução da ponte ou para a implantação de uma estrutura definitiva no local. A expectativa da comunidade é de que o caso seja avaliado pelos órgãos responsáveis, com a adoção de medidas emergenciais e preventivas que garantam uma travessia segura e permanente.

Enquanto aguardam uma solução, os moradores seguem utilizando alternativas improvisadas para manter a ligação entre os dois lados do rio, reforçando a urgência de investimentos em infraestrutura rural e planejamento adequado para enfrentar os impactos do período chuvoso.

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