Descubra os segredos geológicos e a aventura das trilhas na maior cidade de pedra do Brasil, a 56 km do centro histórico de Pirenópolis.
Um labirinto milenar de pedras e histórias em Pirenópolis
No coração do cerrado goiano, a cerca de 56 km do centro histórico de Pirenópolis, está escondido um dos cenários mais impressionantes do Brasil: a Cidade de Pedra, também conhecida como Serra de São Gonçalo. São mais de 600 hectares de formações rochosas que compõem o maior conjunto ruiniforme de quartzito do país — um verdadeiro labirinto natural esculpido pelo tempo, com picos que chegam a 40 metros de altura.
O que torna esse lugar ainda mais fascinante são os registros geológicos que datam do período Neoproterozoico, com mais de 500 milhões de anos. Um espetáculo da natureza que mistura ciência, aventura e contemplação em uma paisagem que parece saída de outro planeta.
Uma trilha que exige preparo — e recompensa
Explorar a Cidade de Pedra é uma experiência que exige atenção e respeito. As trilhas variam entre 6 e 12 quilômetros, com trechos de dificuldade média a alta, passando por solos irregulares e paisagens selvagens. O local não possui estrutura turística, banheiros ou pontos de apoio — o que torna essencial a presença de um guia credenciado, garantindo segurança e orientação durante o percurso.
Além de ajudar a desbravar o caminho, o guia é peça-chave para compreender a riqueza do lugar: das curiosidades sobre a formação das rochas até os cuidados com a fauna e flora locais.
Pedras que parecem ganhar vida
Talvez o maior encanto da Cidade de Pedra esteja na sua capacidade de provocar o imaginário. As erosões milenares transformaram os maciços de quartzito em verdadeiras esculturas naturais. Por lá, é possível identificar silhuetas que lembram elefantes, orangotangos, dromedários e até portais romanos.
Entre os pontos mais icônicos, destacam-se:
- Mirante do Mamute – uma vista ampla e imponente da região.
- Porta Retrato – rocha moldada que emoldura a paisagem como uma foto viva.
- Portal Romano – um arco natural que impressiona pela simetria.
Cada formação rende fotos inesquecíveis e momentos de contemplação silenciosa diante da grandiosidade do cerrado.
Cerrado de altitude: um ecossistema raro
O cenário rochoso é só o começo. A vegetação da Cidade de Pedra também surpreende: trata-se do cerrado rupestre, um tipo de ecossistema com altíssimo grau de endemismo e adaptado às condições extremas de altitude e solo pedregoso.
Ao longo da trilha, é possível encontrar:
- Vellozias (canela-d’ema) – com flores vibrantes, comuns em chás tradicionais.
- Chuveirinhos (eriocauláceas) – pequenas flores delicadas, símbolo do cerrado.
- Bromélias, cactos, líquens – vegetações resistentes que colorem o ambiente árido.
Essa diversidade faz da caminhada uma verdadeira imersão científica e sensorial no bioma brasileiro.
Dicas práticas para visitar
A melhor época para conhecer a Cidade de Pedra vai de dezembro a julho, período em que o cerrado está mais florido e as trilhas menos escorregadias. O acesso é feito por estrada de terra, e dependendo das chuvas, um veículo 4×4 pode ser necessário.
Outras dicas importantes:
- Leve água, protetor solar, chapéu, lanche leve e roupas apropriadas para caminhada.
- Contrate agência ou guia local, tanto pela segurança quanto pelo enriquecimento da experiência.
- Evite explorar por conta própria — o local é isolado, sem sinal de celular e com risco de desorientação.
E depois da trilha? Piri espera por você
Depois de uma jornada intensa pela Cidade de Pedra, nada melhor do que voltar ao charme e ao conforto de Pirenópolis. A dica é relaxar em hospedagens como o PiriCabanas, que oferece ofurô, jacuzzi e uma adega acolhedora — o refúgio ideal para recarregar as energias.




